CHICO DO BOM SENSO.

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Em uma favela, dentro de uma grande cidade, moravam pessoas que tinham uma vida simples, porém muitos eram trabalhadores, e eram felizes dentro da condição que viviam. Tinham eletrodomésticos que dava um pouco mais de conforto,e permitia que se alegrassem ouvindo música, ou assistindo televisão. Ali crianças brincavam nas portas das casas no chão de terra e jogavam bola, empinavam pipa, e conheciam um mundo de liberdade.

Todos os finais de semana, os vizinhos se reuniam para fazer churrasco e bebiam muito refrigerante, aqueles que estavam na promoção no mercadinho da esquina. A carne e os refrigerantes eram pagos com o dinheiro que era arrecadado um pouco de cada vizinho.

Muito próximo daquela festa, passava um pequeno córrego, que cortava a favela de fora a fora. Mas nos fins de semana, a alegria tomava conta das pessoas, que comiam e bebiam, riam, cantavam, e, no final da festa, para que tivessem menos trabalho com a limpeza, as garrafas pet eram jogadas diretamente no córrego. Durante a semana, os bons vizinhos já combinavam como ia ser a churrascada no final de semana e cada vez mais o lixo era jogado no córrego. No verão, quando as chuvas eram mais fortes, o córrego transbordava por causa da sujeira e a água invadia as casas. Praticamente tudo o que eles tinham se perdia. Apesar das reclamações, eles acabavam comprando novos móveis à prestação e muitas vezes nem tinham acabado de pagar, a água estragava tudo de novo.

Quando o final de semana chegava, pra distrair, eles faziam o churrasquinho e o lixo novamente ia para o córrego. Um dia, um senhor que morava em um bairro próximo e que conhecia os problemas daquela favela, chamou os moradores para uma conversa e explicou que aquela sujeira que era jogada no córrego estava causando o seu transbordamento. Ele sugeriu que eles reciclassem o lixo, ou seja, separassem os papéis, lavassem as garrafas para não atrair ratos e outros bichos e vendessem esses materiais. Conseqüentemente, teriam o dinheiro para o churrasco, manteriam o córrego limpo, o que ia evitar doenças e que ele transbordasse. Os moradores resolveram pôr em prática a idéia daquele senhor. Montaram uma cooperativa, que hoje gera emprego para muitos moradores da favela e o problema do córrego acabou, graças ao bom senso do Sr. Francisco, que recebeu o apelido de “Chico do bom senso”.

Gabriel Henrique

Ana Carolina

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